quinta-feira, 29 de junho de 2017

Análise: situação é drástica, mas Michel Temer só sai do poder se ele próprio quiser

Michel Temer passa por um dos momentos mais drásticos jamais enfrentados por um Presidente da República. Os comparativos mais próximos seriam Fernando Collor e Dilma Rousseff, dois casos que sabemos como acabaram. Mas Temer resiste e, ao contrário dos outros dois, tem maioria no Congresso.
Algo parecido com José Sarney durante seu mandato, em que pese a certa dose de “rebeldia” de parte da base.
Em resumo: Temer só cai se ele próprio quiser. Caso resolva continuar batendo o pé, o que segue sendo a estratégia adotada, ele não cairá. Tem margem de votos no Congresso para segurar qualquer impeachment e, como o processo no TSE foi arquivado, não há como tirá-lo de outra forma dentro do que rege a Constituição.
Para piorar – ou, para ele, ‘melhorar’ – os movimentos de rua seguem esvaziados, muito provavelmente porque as pessoas normais, embora não queiram o atual Presidente, querem menos ainda a opção avermelhada apregoada por tais eventos.
Enquanto isso, o país sofre. Tristes tempos.

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