domingo, 25 de junho de 2017

O desencarceramento mata! ✰ Artigo do Promotor Eugênio Paes Amorim

- 06/05/2013 - Maicon de Mello Rosa foi mencionado em escutas telefônicas, como integrante de uma quadrilha de tráfico de drogas. NADA FOI FEITO.
- 22/06/2013 - Maicon de Mello Rosa pratica uma tentativa de Homicídio típica de grupos de tráfico, na carona de um automóvel. NADA FOI FEITO.
- 04/08/2013 - Maicon de Mello Rosa pratica outra tentativa de Homicídio, nos mesmos moldes, na carona de uma moto. NADA FOI FEITO.
- 30/08/2013 - Maicon de Mello Rosa É PRESO temporariamente (depois preventivamente) por assalto à mão armada.
- 30/04/2014 - Apenas 8 meses após ser preso, um Juiz concede a Maicon de Mello Rosa a LIBERDADE PROVISÓRIA, mediante compromisso de manter-se SEM DELINQUIR.
- 03/10/2014 - Maicon de Mello Rosa é encontrado acompanhando outro homem que estava ilegalmente armado. Entra na ocorrência como testemunha. Explicações? Nenhuma. NADA FOI FEITO.
- 04/11/2014 - Maicon de Mello Rosa é preso em flagrante delito armado e acompanhado de indivíduo também armado. REVOGADA A LIBERDADE.
- 29/12/2016 - Maicon de Mello Rosa é condenado a uma pena próxima de 5 anos, em regime SEMIABERTO, pela prática do roubo a que respondia. SEMIABERTO POR ASSALTO À MÃO ARMADA.
- 08/05/2016 - Maicon de Mello Rosa recebe o benefício de SAÍDA ESPECIAL pela 2ª Vara de Execuções Penais da capital.
- 10/06/2016 - Maicon de Mello Rosa recebe a tornozeleira eletrônica.
- 24/06/2016 - Maicon de Mello Rosa é considerado foragido. Apresenta-se apenas em 07/07/2016 - Duas semanas após - e??? NADA FOI FEITO.
- 24/09/2016 - Maicon de Mello Rosa é considerado foragido e apresenta-se dois dias após - 26/09/2016 -. Sua fuga é JUSTIFICADA por defeito na tornozeleira.
Tal se repetiu entre 27/09/2016 e 02/10/2016 (5 dias), entre 22/10/2016 e 24/10/2016 (2 dias) e entre 29/01/2017 e 30/01/2017 (1 dia). ALGUMA PREOCUPAÇÃO COM A FUNCIONABILIDADE DA TORNOZELEIRA? NENHUMA.
- 01/06/2017 - Maicon de Mello Rosa pratica roubo a residência. NADA FOI FEITO.
Ontem: Maicon de Mello Rosa matou o policial civil RODRIGO WILSEN DA SILVEIRA, casado e pai de quatro filhos menores, em pleno exercício das funções de defesa da sociedade.
Quem estava lá para levar o tiro fatal foi este herói anônimo que tombou.
Não foi o professor de garantismo da universidade, não foi o advogado engomado que vive às custas do dinheiro do tráfico, não foi o Juiz comunista que administra a execução penal com mão de veludo, não foi o ativista de direitos humanos que vive e propaga um humanismo desumano, não foi o advogado público pago com tributos que prega o esvaziamento dos presídios, não foi o sociólogo comunista de meia-tigela, nao foi o político muquirana  o que nada faz para agravar as leis penais, nem o ministro do STF que posa de autoridade, lançando normativas de DESENCARCERAMENTO, não foi a ONU patética que só se mete onde não precisa e errado, se omitindo de onde deve ser firme... NEM FOI VOCÊ, ESTÚPIDO PAPAGAIO QUE REPETE, ACRITICAMENTE, AS ASNEIRAS QUE OUVE OU LÊ nas igrejinhas acadêmicas, na mídia canalha ou em conversas de Mauricinhos e Patricinhas no MC'Donalds ou comendo batata frita no shopping ou enchendo a pança de vodka, cheirando cocaína e fumando maconha na noite da capital dita politizada gaúcha.
Quem tombou foi um herói. Mais um mártir...
E amanhã os imbecis falarão da "Polícia que mais mata no mundo" e da necessidade de "DESENCARCERAMENTO", em um país que prende menos de 10% dos autores de crimes hediondos.
Esperando a nota de pesar da AJURIS , da Associação dos Juízes pela Democracia, do Mestrado de Ciências Criminais da PUC, da Defensoria Pública (instituição de confiança dos gaúchos) e demais instituições da mesma relevância e utilidade social...
Eugênio Paes Amorim - Promotor

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