quarta-feira, 26 de julho de 2017

Os meandros financeiros do FUSEx ✰ Artigo do Coronel José Batista Pinheiro

Em economia, sem precisar ser candidato ao Prêmio Nobel, é fácil entender que: "NÃO SE DEVE GASTAR ALÉM DO QUE SE ARRECADA". Este dogma abrange o princípio de que toda RECEITA é estimada e toda DESPESA é autorizada (aplicada). A começar no nosso próprio lar onde precisamos ter muito cuidado para não aplicarmos o nosso salário em gastos supérfluos para não tornar deficitário o nosso orçamento doméstico. O equilíbrio das nossas contas consiste em sabermos exatamente os nossos ganhos e aplicar apenas as despesas iguais ou menores que estes.
No caso da administração financeira do FUSEX pelo governo federal esta regra simples de receita e despesa foge a esse fundamental princípio. Não sabemos o que se arrecada, o planejamento da despesa, se existe déficit, superávit ou qual o rendimento do nosso dinheiro no mercado financeiro. Pelo que entendemos e lemos todos os dias na imprensa e nas redes sociais, embora sendo o Brasil um país que produz grandes riquezas é pródigo em esbanjamento, gerando dívidas absurdas em seu orçamento. Como vamos confiar na gerência de gastos governamentais que se afundam em dívidas? Daí, a nossa preocupação em saber que o dinheiro descontado do nosso bolso está sendo entregue de bandeja às Rendas da União para ser pulverizado. 
Achamos, salvo melhor juízo, que a nossa tese em retirar a arrecadação do FUSEX das garras da União procede, é coerente e necessária para que tenhamos uma administração própria conforme preceitua a definição, em economia, de fundo financeiro: são recursos monetários específicos quando reservados para determinados fins.Portando, compete aos militares da força terrestre administrar em causa própria os recursos monetários arrecadados em folha de pagamento para os elevados fins do tratamento da saúde em suas preciosas vidas. É apenas uma problemática de querer, ou não, transformar esse fundo financeiro em um excelente Plano de Saúde igual, ou melhor, aos existentes na iniciativa privada. Este assunto é pertinente às demais Forças.
José Batista Pinheiro  - Cel Ref EB  (Rio de Janeiro, 15.07.2017)

Um comentário:

Anônimo disse...

O que é descontado do nosso C/C vai para as receitas da União e é liberado mediante "solicitação". Se os militares for administrar pede acontecer como a MONTEPIO.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...