sexta-feira, 21 de julho de 2017

Racha no PT. Partido não quer Lula; prefere Paim de candidato

Esvaziamento nos pronunciamentos e aparições de Lula, sempre acompanhado dos mesmos, já causava estranheza; revela nova realidade da Estrela.
Derrota acachapante nas Municipais, queda de entusiasmo da Militância, condenação e perda de credibilidade de Lula, criaram tendência de debandada generalizada, com filiados preocupados com sua sobrevida, partindo em busca de Portos Seguros, antes de serem vitimados por naufrágio, visto como irreversível.
Rui Falcão e outros Dinossauros tentaram alertar Lula, mas ego inchado causa surdez.
Situação exigia cautela, mas o pobre e humilde operário, dentro da arrogância peculiar, manteve mesma postura agressiva, permitida somente aos Deuses; gota d'água veio com o empurrar Gleisi goela abaixo, como Presidente do Partido.
Outros agravantes; disparada de Bolsonaro e Álvaro Dias e elevado índice de rejeição, indicam derrota acachapante, "golpe" impossível de ser absorvido, pelo já "nocauteado" PT.
Ambiente carregado, silêncio suspeito, com conversinhas ao pé do ouvido pelos cantos e ausências em eventos oficiais, evidenciavam descontentamento e busca de alternativas; agora a bomba explodiu.
Convenção trará surpresa. Lula longe da unanimidade pode não ser o escolhido; a nova geração e lideranças emergentes do ABCD, preferem Paulo Paim; nome respeitado, fora de qualquer investigação, capaz de resgatar a mobilização e a Utopia, sem as quais PT perde diferencial, que o levou ao topo.
Saída honrosa pra Lula; alegar questões de saúde, anunciar decisão de não disputar 2018 e indicar Paim, dando a impressão de ser uma escolha sua.
Quem conhece os meandros dos corredores dão como certa a queda do Líder. Cairá e com ele seguirão Lindbergh, Zé Guimarães, Gleisi e outras feridas descartáveis.
Tempo dirá. Hoje predomina convicção; renovar ou atrofiar até sumir.

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