sábado, 12 de agosto de 2017

Dória joga futuro politico no lixo; Bolsonaro e Álvaro Dias agradecem.

Apressado come cru; dito popular criado sob medida, pra realidade do Tucanato.
Diferente do PT, legenda de um único Deus, PSDB possui um Conselho de Líderes, com hierarquia extra oficial seguida à risca e não adianta tentar furar a fila.
Em 2014 Alckmin sonhou em ser o candidato do Partido; recuou em respeito às regras internas. Era a vez de Aécio. Soube esperar sua vez e apoiou o indicado.
Álvaro Dias percebeu estar fora da Linha dos Presidenciáveis e tratou de sair fora, visando voo solo. No Ninho Tucano chegara a vez de Alckmin.
Na Ala do inesperado, ao vagar a cadeira do próximo de Álvaro, eis que surge Dória. Para o atual prefeito de São Paulo bastaria esperar, cumprir seu mandato e aprender. Ambição falou mais alto.
Dória não entendeu nada. Inexperiência o impede de enxergar. Sem Alckmin ele não é nada, no quesito candidatura.
Sem entrar no mérito de ser ou não uma grande opção pra ocupar a presidência. Fora da discussão capacidade administrativa; questão se resume em não ter "força de urna" pra ganhar a eleição.
Afoito, característica normal em inexperiente diante de brinquedo novo, cometeu o erro crasso de pular etapas; tiro no pé.
Sua atitude servirá apenas pra enfraquecer Candidatura de Alckmin, dividir os Tucanos e queimar sua imagem junto aos eleitores de São Paulo.
Abandonar a Prefeitura, no seu primeiro Mandato Eletivo, jogará por terra qualquer intensão de credibilidade, em possíveis novas investidas Eleitorais.
Dória é apenas mais um exemplo de Criatura que se volta contra o Criador e descobre tardiamente não ter a força que imaginava.
Responsável por essa divisão, sem dúvida alguma, é o matreiro e traiçoeiro PMDB. Para o maior entre os partidos ter candidato próprio, nunca foi prioridade. Importante é continuar sentando na Távola do Poder, à Direita de quem a Coroa, mas reina e não governa; a exemplo de Lula e Dilma.
PMDB conseguiu se livrar do PT. Destruiu Lula. Manteve Temer, cada dia mais fortalecido no Congresso e apostou numa Chapa Alckmin presidente, Rodrigo Maia vice.
Ao se deparar com a intransigência, desconfiança e antipatia do Governador de São Paulo, tratou de aliciar seu pupilo, atingindo o objetivo.
Hoje saída de Dória do PSDB é vista como irreversível. Por de traz dessa insanidade, verdadeiro suicídio político, a ambição de se candidatar em 2018. Com Temer conseguindo melhorar alguns números da Economia, conquistando simpatia de muitos eleitores, ter Maia de vice será a melhor opção.
Nesse Tabuleiro de "idas e fridas", acordo fechado, até desapertarmos as mãos, confie na minha palavra, que jamais é cumprida, Alvaro Dias e Bolsonaro comem pela beiradas.
Lula está morto, só ele e seus seguidores não sabem. PSDB dividido entra Akckmin e Dória, vira nanico x anão, restando briga de egos e picuinha pessoal. Saber quem chega em 4º ou 5º.
Quadro se desenha. Se eleição fosse hoje, amanhã é outro dia, Bolsonaro e Alvaro Dias estariam no 2º turno, Lula ficaria em 3º, deixando pai e filho lutando por posições intermediárias, contra Marina, Ciro Gomes ou outro sem chance que queira participar da brincadeira.
Confesso-me decepcionado com Dória. Acreditávamos que ele resistiria a tentação, cumpriria seu mandato e não se prestaria a papel depreciativo, em todos os aspectos de conduta, encontrada em Grandes Estadistas.
Apenas mais uma promessa a se mostrar igual, a tudo que há por aí.
Resumo da Ópera:
- Desagregar a própria casa.
- Desapontou Eleitores que nele apostaram.
- Dificilmente terá apoio dos mineiros de Aécio.
- Perdeu a confiança dos paulistas.
- Não existe no nordeste.
Pra ser presidente, precisa ser eleito. Ficou difícil. Quando a cabeça não pensa, o corpo paga.

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