quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Jornal Alemão

No início do ano, um grupo de aficionados do PT viajou à Alemanha; seus integrantes fizeram palestras em Universidades e Institutos Culturais, visitaram escolas e contataram a mídia, sustentando essencialmente que o governo brasileiro implantou no País um sistema assemelhado à inquisição medieval, em razão do qual inocentes são ilegalmente presos e torturados; que o ex-presidente Lula é vítima inocente desse esquema pelo qual é perseguido injustamente; que a empresa alemã Volkswagen colabora com as autoridades brasileiras desde os governos militares, tendo possibilitado à polícia e às Forças Armadas prenderem operários em seus locais de trabalho; que, àquela época, a mesma empresa investigava as origens ideológicas de seus funcionários e os denunciava às autoridades. Como prova de suas afirmações, juntam o depoimento de alguns ex-empregados da empresa, demitidos por justa causa, que, em represália, fazem uma série de acusações flagrantemente inverídicas contra ela (já desmascaradas na Justiça).
As acusações estão sendo divulgadas em jornais e pelas TVs na Alemanha e começam a ecoar entre nós, comprometendo profundamente a imagem da empresa e do próprio Brasil.
As autoridades brasileiras, principalmente as sediadas em Berlim, deviam fazer frente a tais mentiras, mas preferem o silêncio diplomático; os atuais dirigentes da empresa parece que estão mais preocupados em ficar pessoalmente longe da cena do que em defendê-la.
Está claro que informações dessa natureza, verdadeiras ou falsas, são muito bem acolhidas por ouvidos mal-intencionados ou ouvidos apenas curiosos. Contestá-las é inútil, porque os repórteres escutam a verdade, mas não a divulgam.
Os autores dessa infâmia valem-se de duas condições de há muito conhecidas pelos especialistas em matéria probatória.
Em primeiro lugar, a impossibilidade de comprovar afirmações negativas indefinidas. Explicando: é muito fácil provar que sou casado (afirmação positiva, definida), pois é só exibir a certidão de casamento; mas, se fosse solteiro, seria impossível comprovar minha condição, (afirmação negativa indefinida) pois não poderia exibir certidão negativa de todos os registros civis do mundo, em todos os tempos. Da mesma forma, é impossível juntar uma prova de que a empresa nunca fez aquilo pelo que é mentirosamente acusada, enquanto os acusadores podem arregimentar um número indefinido de desonestos para afirmar o contrário.
Os detratores aproveitam-se com muita astúcia dessas dificuldades do sistema de provas.
Em um triste passado, a segunda condição que auxilia os predadores da dignidade de terceiros foi muito usada pelo conhecido Ministro da Propaganda nazista de Hitler, Paul Joseph Göbbels: minta, minta muitas vezes porque a repetição da mentira fará com que todos acreditem que se trata de verdade.
É lamentável que brasileiros se valham desse expediente imoral; é o mínimo que se pode dizer sobre mais essa aleivosia petista.

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