sábado, 5 de agosto de 2017

Michel Temer ajuda a manchar a imagem do Brasil no mundo inteiro

A diferença apertada de votos – 263 a 227 votos (apenas 36 votos) – na Câmara dos Deputados, rejeitando autorização para que o Supremo Tribunal Federal (STF) investigue o presidente Michel Temer acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de haver cometido crime de corrupção passiva, com base na delação premiada do empresário Joesley Batista, presidente da JBS, demonstra que o presidente da República terá a árdua tarefa de negociar principalmente com o chamado “baixo clero” para manter uma base aliada que aprove das reformas de que ele faz tanta questão (da Previdência e Trabalhista). 
Além da bilionária liberação de verbas e de emendas parlamentares feitas até no próprio dia da votação, Temer se comprometeu a distribuir inúmeros cargos em comissão após a aprovação do parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) daquela Casa Legislativa opinando pelo arquivamento. E a cobrança já começou. Mas, o pior de tudo está na péssima imagem do Brasil que a descarada compra de votos levada a efeito por Michel Temer mostrou para o mundo, onde prevalece a ideia que todos os políticos brasileiros são do mesmo nível. 
Estão por vir à tona outros pedidos de investigação contra Temer – daqui a alguns dias a PGR vai indiciá-lo por tentativa de obstrução da Justiça, com base na mesma delação – e o presidente terá de abrir o ”balcão de compra de deputados” outra vez. Mas é bom que Michel Temer presta atenção ao que disse o ministro Luís Roberto Barroso, do STF, quando ao se referir àquela votação: “A operação abafa é uma realidade visível e ostensiva ao Brasil de hoje. Há os que não querem ser punidos e há um lote pior, os que não querem ficar honestos nem daqui para frente”. 
Vamos, então, ficar na expectativa de que o ministro Barroso esteja falando em nome da maioria dos ilustres ministros que integram a nossa maia alta Corte.

Um comentário:

Anônimo disse...

Embora não nutra a menor simpatia pelo mordomo, acredito que o Brasil, depois do PT, não pode ser mais manchado ainda. Entretanto, engula-se o dito cujo ate 2018, ao invés do calhorda do Maia e da eleição já, com urna fraudada, e todos sabemos no que iria dar. Trata-se de um sacrifício, um mal menor.
J. Silva

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