domingo, 13 de agosto de 2017

ONG Meu Rio cria petição contra aluguel de jatinho por Pezão

Organização quer lotar a caixa de e-mail do governador com mensagens contra a medida
ONG Meu Rio criou petição contra o aluguel de jatinho por Pezão ao custo de R$ 2,5 milhões por ano

Depois de O Globo revelar nesta quinta-feira que o governo do Rio lançará um edital para licitar o uso de um jatinho por um ano ao custo estimado de mais de R$ 2,5 milhões, a ONG Meu Rio, que monitora temas da cidade e do estado, decidiu lançar uma petição online para que internautas lotem a caixa de e-mail do governador Luiz Fernando Pezão pedindo que a licitação seja cancelada.
No texto do site dedicado à petição, chamado "Não viaja Pezão", a ONG diz que vai enviar "milhares de mensagens de repúdio" ao governador e lembra que os servidores do estado estão com salários atrasados.
"Não é nenhuma surpresa que parte da classe política vive desconectada do mundo real. Mas enquanto temos hospitais e universidades fechando, servidores com três meses de salário atrasados e diversos serviços públicos essenciais abandonados, é chocante ver Pezão tentando manter sua vida de luxo e regalias", afirma João Senise, coordenador da ONG Meu Rio, no texto da mobilização que está na internet.
Segundo a reportagem, o edital lançado nesta quinta-feira estabelece que os próximos voos do governador sejam feitos em um avião que comporte ao menos seis passageiros (além da tripulação), tenha “assentos configurados para possíveis reuniões em poltronas giratórias, banheiro e autonomia para permanecer durante três horas e meia em voo de cruzeiro”, sendo capaz de percorrer uma distância de 2.200 quilômetros, de modo a permitir viagens do Rio de Janeiro para as principais capitais nacionais (Brasília, São Paulo e Belo Horizonte)”.
A empresa vencedora, além de cumprir essas especificações no ar, deverá, em terra, disponibilizar uma sala VIP para o uso do estado antes do embarque nos aeroportos de Rio (Galeão e Santos Dumont), São Paulo, Brasília e Belo Horizonte.
Enquanto servidores e deputados da Alerj criticaram a atitude do governo, a assessoria de imprensa do Palácio Guanabara disse que o último contrato de táxi-aéreo, já expirado, era 2012 e custou R$ 3,4 milhões, além de aditivos. O Palácio Guanabara afirmou que não conseguiria informar ontem o valor desses aditivos. “É imprescindível garantir que os integrantes do Poder Executivo tenham flexibilidade de horários de voos e disponibilidade de aeronaves para deslocamentos de trabalho e emergências”, diz a nota. O governo salientou ainda que “o contrato atende ao governador e a representantes do Executivo que sempre o acompanham”.
O Globo
Não viaja, Pezão
Para fazer o governador Pezão cancelar o edital para serviço de táxi aéreo que custará 2,4 milhões aos cofres públicos.

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